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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Olimpíadas 2016 - Novas modalidades.

Hoje foi anunciada a inclusão de mais 4 modalidades desportivas nas Olimpíadas no Rio. Essa decisão, tomada de última  hora, é a comprovação do respeito que a organização dos jogos tem pelo povo brasileiro.

-São modalidades que, de forma alguma, poderiam ficar de fora do evento no Brasil. Elas fazem parte do dia a dia da população e, só foi possível essa inclusão de forma emergencial, pela quantidade de atletas verdadeiramente qualificados e pelas condições excelentes que o País oferece para a prática das mesmas.  - Disse um porta-voz do comitê.

Os esportes incluídos foram:

Desvio de objeto: Praticado diariamente no Rio e Grande Rio, essa modalidade consiste em desviar de objetos vindos sabe-se lá de onde (principalmente de balas perdidas). Um esporte um tanto radical uma vez que, quando o atleta não desvia ou erra o posicionamento, pode vir a óbito. Porém, os atletas mais renomados dessa modalidade, garantem que o treinamento intensivo diário,  reduz o risco a quase zero.
-Treino todos os dias. Pela manhã, a tarde, a noite, de madrugada... Pratico o Desvio de Objetos em todos os momentos da minha vida. Me sinto de fato preparado para competir. Só não garanto o pódio pq assim como eu, muitos outros atletas treinam na mesma intensidade. - Diz o favorito ao Ouro no esporte.

Resistência Coletiva: O esporte mais praticado pela população da região metropolitana do Rio.  Nessa modalidade, o atleta entra num transporte público lotado, sem ar condicionado, barulhento e sacolejando. Tenta defender bravamente o seu centímetro quadrado conquistado. Luta contra o calor, a falta de oxigênio, o cecê alheio e a música que o outro atleta coloca no celular no último volume (as duas últimas, táticas muito usadas, com o objetivo de fazer com que os demais participantes desistam da competição). As participantes do sexo feminino ainda tem mais um desafio. Escapar de mãos que tentam apalpá-las a todo custo.  Dependendo do horário de início da prova, ela pode terminar logo. Porém, em outros horários, pode durar longas horas (uma vez que deve ser praticada em transportes públicos, no trânsito rotineiro da cidade).

Meia maratona de areia: Essa prática, esquecida nos últimos meses, voltou com força total no último final de semana, pra alegria dos competidores mais fanáticos. Nesse esporte, dois times competem pra ver qual deles consegue garantir o maior número de pertences. Praticado na praia, um time aguarda pacientemente na areia enquanto o outro começa a correr, de uma ponta a outra da praia, tentando recolher o maior número de objetos. Nesse esporte, estão liberados socos, pontapés e pauladas. Os praticantes desse esporte garantem benefícios como agilidade, rapidez de raciocínio, condicionamento físico e muscular e psicológico. Modalidade popularmente conhecido como arrastão.

Mega Maratona - pista/areia: E pra fechar com chave de Ouro, a organização do evento resolveu reunir todas as modalidades acima em uma mega maratona com duração prevista de 12 horas. O atleta sairá do ponto de partida praticando o Desvio de Objetos, passará  por uma prova de Resistência Coletiva, em seguida a Meia Maratona de areia, retornará  a prova de Resistência Coletiva e finalizará com uma última etapa de Desvio de Objetos. O vencedor da Mega maratona será o atleta que atravessar o ponto de chegada munido do maior número de pertences (sendo seus ou não),  menos ofegante e menos machucado e/ou alvejado.

- Já estava super ansiosa para o início dos Jogos Olímpicos. Cara, na boa, agora então, depois dessa notícias, mal posso esperar! - Disse uma carioca animada, abordada por nossa equipe de reportagem.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A mente perturbada de um fofoqueiro

Me arrumei e saí de casa. Levava comigo o trabalho da faculdade e uma mala preta cheia de roupas que tirei do meu armário para doação. A mala, eu estava indo deixar na casa da minha mãe, que se encarrega de doar tudo que eu não quero mais. Depois eu entregaria o trabalho.
  Entrei no ônibus, toda enrolada. Ainda bem que estava vazio, além de mim, somente um senhor. Logo que me acomodei, o celular tocou. Era uma amiga que iria me ajudar no trabalho, caso houvesse necessidade.
  -Oi amiga.
  - E aí, o trabalho?
  - Relaxa, amiga. Consegui.
  - Fez tudo, já?
  - Matei. Deu pra fazer tudo sozinha.
  - Ficou muito grande? Dividiu em tópicos?
  - Tá tudo dividido. Tá aqui comigo. Tô indo despachar isso logo.
  - Ah, que ótimo! Depois eu te ligo pra gente conversar. Acabei de chegar da academia. Vou tomar um banho.
  -Ih... Vai lá. Tem que correr antes que comece a feder! Hahaha. Beijo. 
  - Beijo, tchau.
  Nesse momento percebi que o senhor se afastou de mim e foi cochichar com o cobrador. Não entendi mas também não era da minha conta. Coloquei meus fones e me distrai ouvindo música e olhando a rua através da janela.
  Mais a frente observei uma viatura da polícia ao lado do ônibus. Normal. Da rua transversal, vieram mais duas viaturas. Comecei a ficar preocupada e a imaginar que talvez, o senhor tivesse assaltando o cobrador. Entrei em pânico e pensei - vou morrer - então, apertei o botão pra descer no próximo ponto. O motorista parou pra eu descer. As três viaturas pararam também. Nesse momento a minha hipótese havia se tornado fato. Desci do ônibus e saí correndo temendo uma bala perdida.
  Percebi que os policiais corriam atrás de mim. Minha reação imediata foi correr ainda mais rápido. Mas aí me veio a cabeça -Talvez eles queram uma testemunha - então parei. Eu parei mas a polícia não parou. Fui surpreendida com uma mata leão seguido da frase:
  - Cansou né. Quietinha aí que eu não quero te machucar. Vamos pra viatura e trás esse defunto com você.
  Ok. Eu fui pra viatura mesmo sem entender nada. - Defunto? Será que tem um defunto na viatura. Poxa, eu só queria entregar as roupas e o trabalho - Pensava, chorava e ia pra viatura.
  -Não chora não. Só vamos abrir essa mala na delegacia.
  Não entendia nada mas, cara, na boa... também não tinha condições de falar. Chegando na delegacia, levada pelo braço como se fosse uma fugitiva do pinel, comecei a ter noção do que podia estar acontecendo quando o policial que me "conduzia delicadamente" falou pra delegada:
  -Essa mocinha matou e esquartejou o marido. O presunto tá na mala e ela estava no ônibus indo despachar o corpo. Recebemos a denúncia e a interceptamos.
  Aquele maldito senhor.... Ele não se afastou de mim pra assaltar o ônibus. O coroa fofoqueiro me ouviu falando no telefone, entendeu tudo errado e chamou a polícia.
  Depois de tudo esclarecido, saí da delegacia dizendo que voltaria em breve. Assim que eu achasse o coroa fofoqueiro e cortasse ele em pedacinhos.



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Roubei. Mas foi sem querer.

  Eu e minhas enrascadas... Estava anoitecendo,  por volta das 18h, eu havia buscado as crianças na escola, estava no cruzamento aguardo o sinal fechar e, de repente...
  -Mãe, você viu?
  - Não. O que?
  - O cara roubou a menina do outro lado da rua.
  Nesse momento nós já estávamos atravessando a rua. Chegando na calçada...
  - Mãe, a menina que foi assaltada é nossa vizinha, olha!
  E era mesmo. Fui falar com ela, amparar. Tudo muito rápido, muito mesmo. Tão rápido que eu nem vi o assalto. E eis que passa uma viatura da polícia e meu filho parou a viatura e foi falar com o policial. Quando me dei conta, adivinha... Lá estava eu, dentro de uma viatura da polícia, com 2 crianças e uma adolescente. Meu  filho olhava atentamente pela janela. Ele queria muito reconhecer o sujeito e ajudar a nossa vizinha a recuperar seu celular. E eu? Eu só rezava pra que isso tudo acabasse logo. Estava muito tensa, apesar de toda tranquilidade e profissionalismo que os dois policiais nos passavam, ainda assim,  eu era a adulta responsável, que estava ali tentando zelar pela integridade das crianças. Pelo menos era assim que eu me sentia...
  Claro que não achamos o sujeito. Naquele horário o trânsito não anda. O cara já havia se mandado dali. Já tínhamos desistido quando tocou o rádio da polícia avisando sobre um assalto complicado no outro canto da cidade. Eles nos deixaram na porta de casa e foram atender ao chamado.
  Saindo do carro, eu tirava as crianças e minha vizinha (os 3 estavam de uniforme) e suas respectivas mochilas. Entramos no prédio. Subimos as escadas e quando eu cheguei na porta da minha casa, entreguei a "mochila da minha vizinha ".
  -Mas eu não estava de mochila.
  -Claro que estava. Tá aqui olha.
  - Mas essa mochila não é minha.
  Nesse momento eu gelei. "Pronto,  roubei a mochila de alguém " - pensava enquanto tomava coragem para abrir a tal mochila. Abri. Todo o material de trabalho que um policial precisa, estava dentro daquela bendita mochila. Pensei - "Cara, na boa... F%*@#!!!! Eu acabei de roubar a mochila do policial. Como é que o cara vai fazer agora pra trabalhar... Vou na delegacia devolver. Isso.... Calma aí. Como é que eu vou andar com isso pela rua. E se eu for assaltada e o ladrão achar que eu sou polícia. Também não posso ficar com isso dentro de casa. Pronto... Das duas, uma. Ou eu vou ser presa ou eu vou morrer."  -  Entrei em pânico. Logo eu, a tal adulta responsável pelas crianças, tinha aprontado. "E agora? O que eu faço? "
  Liguei pra o 190.
  - Alô!  Olha só, eu acabei de roubar a mochila de um policial mas eu juro, foi sem querer.
  - Como senhora? Roubou o que?
  - Senhora não. Por favor. Não foi bem um roubo. Peguei por engano. Vou tentar te explicar.
  Saí de casa. Com aquela mochila nas costas, morrendo de medo e conversando com a atendente do 190 pelo celular. Pra minha sorte, ela entendeu a situação é ficou na linha comigo até eu chegar na delegacia. Entreguei a mochila e tive que explicar tudo de novo. Eles entraram em contato com a viatura e ficou tudo certo. Eu super nervosa e o pessoal da delegacia morrendo de rir.
  Voltei pra casa um pouco mais aliviada. Meus filhos davam gargalhadas pela rua dizendo - "Mamãe roubou a mochila do policial! " Que situação!  Essa história rendeu semanas e rende até hoje.
  Cara, na boa... É cada uma que me acontece...